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Exterior - Jardim

O consumo de água num jardim depende muito da tipologia de plantas utilizadas, da estação do ano e do clima da região.

No processo de rega existem perdas por processo de evaporação, cuja magnitude é influenciada por factores como temperatura, humidade, radiação solar e vento.

O desperdício de água em jardins resulta da rega com um volume de água superior às necessidades reais das plantas e à capacidade de absorção do solo.

Uma utilização eficiente da água nos espaços verdes passa pela adopção dos seguintes procedimentos: fornecimento da quantidade de água realmente necessária para a planta; alteração de metodologias de gestão de rega, do solo e das plantas e substituição do equipamento de rega.

 

Planeamento de um jardim ou modificação de um existente
 

Ao planear um jardim tem de se ter em atenção as características do solo (topografia, necessidades de água, entre outros). De seguida enumeramos alguns aspectos práticos a ter em consideração na criação de um jardim:

•    se possível reduzir declive, no caso de existirem declives devem-se fazer “rock gardens”.

(Pode encontrar aqui mais informações de como construir um “rock garden”.)


•    evitar relvados em declives, reduzir relvados ao mínimo, usar grama ou outras Gramineas eficientes;
•    evitar excesso de plantas por área;
•    não esquecer a criação de sombras;
•    planear os jardins a pensar no futuro tamanho das plantas, exigências de água, sombras;
•    ordenamento adequado das plantasseparar zonas de relvado, herbáceas, árvores e arbustos;
•    rega separada para as diferentes zonas.

Fonte: Guia técnico 8 IRAR/ERSAR (2006)


Aconselha-se a utilização de plantas resistentes à seca e mais em particular plantas nativas Portuguesas. Estas últimas têm como vantagens a poupança de água; a contribuição para a manutenção da biodiversidade, a valorização do Património Nacional e a criação de viveiros para a propagação destas plantas. De seguida apresentamos uma lista deste tipo de plantas:

•    Aroeira (Pistacia lentiscus)
•    Estevas (Cistussp)
•    Giestas (Spartium junceum; Genistasp; Cytisussp)
•    Jasmineiros (Jasminumsp)
•    Madressilvas (Lonicara caprina e Lonicera etrusca)
•    Medronheiro (Arbutus unedo)
•    Murta (Myrtus communis)
•    Romanzeira (Punica granatum)
•    Sanguinho das sebes (Rhamnus alaternus)

Pinheiro, C. e Ricardo, C. Pinto (2009) Uso racional da água na manutenção da paisagem urbana. Workshop "Utilização Racional da Água", SMAS de Sintra (Outubro de 2009)


 


Gestão da rega em jardins


Um teste simples para avaliar o estado de stress hídrico de zona relvada consiste em pressionar a relva com um pé e verificar se as folhas conseguem retornar à sua posição inicial (indicativo de que as necessidades estão a ser correctamente satisfeitas). Através da uma observação cuidada e da experiência, consegue-se assim determinar o intervalo entre regas.


Referem-se de seguida algumas medidas para melhorar a eficiência da rega:

  • Eliminação de regas ligeiras e frequentes, uma vez que deste modo apenas é humedecida a zona superficial do solo, o que se revela insuficiente para a água atingir as raízes das plantas (situadas, em geral, a maior profundidade);
  • Aplicação de regas de maior dotação e menor frequência, mas não excedendo as necessidades das plantas e permitindo que a humidade seja eficientemente retida na zona radicular;
  • Efectivação da rega somente quando necessário; a instalação de sensores de humidade no solo ou o simples teste da pegada na relva são recomendados para a determinação desse momento;
  • Manutenção periódica dos sistemas de rega de modo a eliminar fugas;
  • Programação da altura de rega para o início da manhã (antes das 8:00) ou ao fim da tarde (depois das 18:00) de modo a minimizar as perdas por evaporação;
  • Não realização da rega em dias com vento de modo a minimizar as perdas por transporte e evaporação;
  • Regulação da intensidade de rega de modo a não criar escoamento superficial para pavimentos e sumidouros;
  • Operação eficiente dos sistemas de rega por aspersão;
  • Operação eficiente dos sistemas de rega gota-a-gota;
  • Adaptação de uma agulheta na extremidade dos sistemas de rega por mangueira de modo a melhorar a uniformidade na distribuição de água na área a regar.

Princípios chave para uma rega eficiente (Guia técnico 8 IRAR/ERSAR, 2006)

 


Potencial de redução

A adequada programação dos períodos de rega faz com que o potencial de poupança possa atingir os 75%, adoptando as seguintes medidas:

- Instalação de dispositivos que permitam a interrupção da rega quando ocorre precipitação: 10%;
- Correcta operação e manutenção dos sistemas de rega: 40%;
- Instalação de sondas de humidade no solo: 25%.

Adequação da gestão das espécies plantadas em jardins

Uma forma de redução dos consumos de água nos jardins é optar por plantas da região e agrupar os vários tipos de plantas de acordo com as necessidades de água. A par deste planeamento, devem também ser eliminadas periodicamente as espécies infestantes que utilizam parte da água fornecida.

Esta medida apresenta como vantagens a redução do consumo de água na rega e a diminuição de águas residuais resultantes de escorrências superficiais (água em excesso relativamente às necessidades das plantas). Em paralelo, permite ainda reduzir a quantidade de fertilizantes aplicados, não apresentando desvantagens relevantes.

 

Guia técnico 8 IRAR/ERSAR (2006)



Substituição ou adaptação de tecnologias de rega em jardins e similares


Existem essencialmente três métodos de rega para zonas jardinadas e relvadas: gota-a-gota, com sistemas de aspersão e com mangueira. Este último é o método mais simples mas, porém, o menos eficiente no que diz respeito ao uso da água.

Sistemas de aspersão

Se possuir uma grande área ajardinada deverá optar por rega através de aspersores. Estes têm uma maior eficiência, adaptam-se a qualquer configuração do terreno, permitem variar a dotação da rega consoante as necessidades e reduzem o problema do escoamento superficial. Este tipo de rega tem como inconveniente um custo inicial, que é mais elevado. Para uma utilização mais eficiente da água em determinadas geometrias de jardim, podem ser vantajosos os sistemas que permitem programação de rega em círculo total ou parcial.

Gota-a-gota
A rega gota-a-gota é realizada através de uma tubagem dotada de pequenos orifícios, localizados exactamente nos pontos em que se pretende a irrigação e que permitem apenas a saída de pequenas quantidades de água. A água escoa a baixa pressão e o caudal debitado por gotejador é reduzido, variando entre 2 e 8 l/h.

Este método é o que apresenta maior eficiência pois permite manter a humidade do solo bastante uniforme, reduzindo as perdas por evaporação e  por escoamento superficial. Além disso, é um sistema que pode ser adaptado para rega mesmo em zonas de grande declive. Tem como inconvenientes o risco de colmatação dos orifícios e uma vida útil do sistema mais curta.

A rega gota-a-gota não é adequada para rega de espécies com raízes pouco profundas como a relva.

É o método ideal para rega de plantas verdes e arbustos, não exigindo um investimento inicial em equipamento elevado. Não deve, no entanto, ser utilizada em grandes superfícies, aplicando-se em linhas ou faixas (arbustos, árvores e canteiros).



Guia técnico 8 IRAR/ERSAR (2006)

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Ao adquirir um autoclismo tenha em consideração a etiqueta de eficiência hídrica.


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