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ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA - Climatização Passiva

ESTRATÉGIAS DE AQUECIMENTO PASSIVO

As estratégias de aquecimento passivo vão utilizar a energia solar para fazer o aquecimento da habitação, contribuindo para o conforto interior, sem recorrer a sistemas activos de climatização (com consequente consumo de energia, aumento da factura energética e aumento das emissões de gases de efeito de estufa).

Estas estratégias devem ser desenvolvidas tendo em conta a orientação solar, o correcto dimensionamento dos vãos e o tipo de actividade a desenvolver em cada divisão da casa. Podem combinar diferentes tipos de aproveitamento da energia – ganhos directos e/ ou indirectos.

Nos ganhos directos, como a própria designação indica, é feito o aproveitamento da radiação solar directa sobre vãos, maximizando assim os ganhos térmicos para o aquecimento do interior.

Nos ganhos indirectos, o aquecimento do interior da habitação é feito de modo mais lento. Exemplos deste modo de aproveitamento da energia são as paredes de trombe – parede maciça que absorve a energia solar que nela incida ao longo do dia, armazenando-a e irradiando calor para o interior da habitação no período da noite.

As estufas também constituem um meio para controlar o conforto no interior da habitação, uma vez que atenuam as trocas térmicas entre o exterior e interior.


ESTRATÉGIAS DE ARREFECIMENTO PASSIVO

À semelhança do referido para as estratégias de aquecimento passivo, também as estratégias de arrefecimento passivo não recorrem a meios activos de climatização (com consumo de energia) para alcançar o conforto no interior.

A orientação solar é também aqui um factor determinante para o desenvolvimento destas estratégias que se baseiam principalmente na ventilação natural e no controle da radiação solar directa das superfícies envidraçadas (quer sejam com recurso a elementos fixos – palas, por exemplo – ou dispositivos móveis – de que são exemplo os estores), embora existam outros meios passivos de fazer o arrefecimento.

A ventilação natural acontece quando se verificam diferenças de pressão atmosférica entre o interior e o exterior, ou seja, o ar frio é mais pesado tem tendência para baixar, enquanto o ar quente, por ser mais leve tem tendência para subir, provocando assim a renovação do ar entre o interior e o exterior.

O arrefecimento passivo pode ainda ser feito por outros meios de que são exemplo o arrefecimento pelo solo, arrefecimento evaporativo e arrefecimento radiativo.

Existem ainda outros aspectos que irão influenciar o arrefecimento natural como por exemplo a desempenho energético dos caixilhos, bem como o tipo de vidro existente, o tipo e utilização de protecção dos vãos, a existência de vegetação, a presença de água, a utilização de cores claras nas superfícies (por absorverem menos radiação).

 

Para ter mais informações sobre esta temática consulte o documento "Conceitos Bioclimáticos para os Edifícios em Portugal", do LNEG (ex-INETI), onde são referidos os princípios fundamentais dos conceitos bioclimáticos e a sua aplicação nos edifícios, na perspectiva da sua adequação às condições climáticas em Portugal, bem como os princípios de funcionamento dos denominados sistemas solares passivos com exemplos da sua aplicação em Portugal.

Outros exemplos de edifícios eficientes do ponto de vista energético podem ser consultados no documento "Prémio DGE 2003 - Eficiência Energética em Edifícios",  da DGEG.

 

 

Outros projectos  

:: CONSELHOS

Se nota que há passagens de ar através das suas portas e janelas, então está a perder calor para o exterior. A calaftagem destas zonas é importante, para reduzir estas perdas, e evitar maiores consumos de energia com uma maior necessidade de aquecimento da casa. No entanto, não se esqueça que a casa precisa de arejar para renovar o ar no seu interior.


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