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CONSTRUIR/ REMODELAR - Certificação Ambiental

Os sistemas de avaliação e certificação ambiental de edifícios surgiram com o objetivo de reduzir os impactes ambientais da construção, que se refletem em várias áreas, tais como:

  • a extração de matéria prima, a sua transformação e transporte;
  • a utilização de recursos fundamentais como água e energia;
  • a ocupação do solo;
  • a produção de resíduos.

 

Assim, pretende-se identificar edifícios com melhor performance, através de um rótulo credível e transparente, de forma a estimular a procura de edifícios mais sustentáveis, confortáveis e saudáveis.

Existem já muitos sistemas de certificação ambiental do edificado que, de um modo geral, utilizam muitos parâmetros comuns, mas que divergem em certos critérios, também fruto do país ou região de onde são oriundos.

Uns encontram-se mais direcionados para o consumo energético, outros para o ciclo de vida e outros ainda para serem um suporte à conceção do edifício.

Apesar de existirem critérios diferentes e uma grande quantidade de outros parâmetros a avaliar, estes sistemas abrangem todos:

  • a certificação energética;
  • a minimização de consumo de água;
  • o uso de fontes de energia renováveis;
  • a reciclagem;
  • o impacto no ambiente;
  • a impermeabilização do solo;
  • o uso de materiais e técnicas sustentáveis;
  • o reaproveitamento de materiais provenientes de demolição.


Contrariamente à certificação energética dos edifícios, que já é obrigatória em Portugal, a certificação ambiental de edifícios, empreendimentos ou urbanizações é ainda de carácter opcional ou voluntário.


Em Portugal existem atualmente três sistemas de certificação ambiental:

LiderA

O LiderA é um sistema de certificação ambiental adaptado ao contexto climático de Portugal e consiste num conjunto de critérios que permitem comparar níveis de desempenho ambiental da construção numa ótica de sustentabilidade.

Este sistema pretende apoiar o desenvolvimento de projetos que procurem a sustentabilidade e certificar a sustentabilidade de produtos no ambiente construído (edifícios, zonas urbanas, empreendimentos, materiais e produtos), abrangendo as fases de projeto, construção até operação.

Para alcançar um elevado grau de desempenho neste sistema de certificação voluntário, os valores aferidos devem ser melhores do que as práticas existentes, fornecendo o sistema LiderA uma avaliação final da sustentabilidade da construção e dos ambientes construídos.

http://www.lidera.info/

 

Domus Natura

O Domus Natura é um sistema de certificação dos empreendimentos em termos de sustentabilidade, conjugando o fator qualidade com fatores ambientais e gestão eficiente dos recursos, sempre com o objetivo do aumento do conforto e redução de custos de utilização.

Se o edifício cumprir determinadas boas práticas ambientais, sociais e económicas, recebe um certificado de determinado nível de acordo com a pontuação obtida nos vários parâmetros e critérios analisados: Local Sustentável e Segurança; Utilização Racional da Água; Energia e Poluição Atmosférica; Materiais e Recursos; Conforto e Qualidade e Inovações e Ecologia.

http://www.pt.sgs.com/pt/domusnatura_sustainable_buildings?serviceId=10085064&lobId=52722

 

SBtool-PT

O SBTool – PT é uma ferramenta de avaliação voluntária da sustentabilidade de edifícios baseada no sistema de certificação internacional SBTool, adaptada à realidade Portuguesa pela iiSBE Portugal.

http://www.sbtool-pt.eu/

 
 

A nível internacional existem outras certificações ambientais, dos quais se destacam:

BRE Environmental Assessment Method (BREEAM)

O sistema BREEAM, desenvolvido pelo BRE (Building Research Establishment), existe desde 1990. Surgiu como voluntário mas duas das suas variantes tornaram-se obrigatórias em edifícios do estado britânico ou financiados por este:

  • O BREEAM offices é obrigatório em todos os edifícios de escritórios novos e reabilitados do governo central britânico;
  • O Ecohomes é exigido na habitação social financiada pelo Estado.

O objectivo do BREEAM é minimizar os efeitos negativos dos edifícios nos ambientes locais e globais, promovendo o conforto e saúde nos espaços interiores. Contempla a fase da concepção e operação.


Existem 13 variantes do sistema, para as diferentes tipologias dos edifícios, diferenciando as novas construções das reabilitações.

http://www.breeam.org/

 

Leadership in Energy and Environmental Design (LEED)

A certificação de qualidade ambiental dos edifícios nos EUA, foi desenvolvida pelo US

Green Building Council em 1998. O sistema pioneiro chamava-se LEED NC, destinava-se a edifícios de escritórios, e tem sido aplicado à maioria dos novos edifícios institucionais. Possui 9 sistemas de classificação diferentes.

http://www.usgbc.org/DisplayPage.aspx?CategoryID=19

 

Green Building Tool ou Sustainable Building tool (SBTool)

O grupo Green Building Challenge é um grupo internacional que, pretende ver diminuído o impacte ambiental dos edifícios através de um sistema de avaliação global.

Este grupo, presentemente organizado pelo iiSBE (international initiative for a Sustainable Built Environment), desenvolveu um método global de avaliação da performance ambiental de edifícios (GBTool) para ser aplicado nos países membros.

Quando este sistema passou a englobar as vertentes económica e cultural, alterou a sua denominação para SBtool.

http://iisbe.org/sbmethod

 

Outros projectos  

:: CONSELHOS

Uma casa com isolamento tem uma maior eficiência energética, pois diminui as trocas de calor com o exterior, reduzindo as necessidades de arrefecimento no verão e aquecimento no inverno. Este deve ser no meio da parede dupla, ou no exterior no caso da parede ser simples.


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