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CONSTRUIR/ REMODELAR - Conselhos

A decisão de construir ou remodelar uma habitação é muito importante. Todas as opções devem ser conscientemente tomadas no sentido de que as necessidades satisfeitas de modo sustentável.

A reabilitação ganha, nos dias de hoje, uma enorme relevância – sempre que esta seja viável, é a opção mais sustentável uma vez que reduz os impactes resultantes da produção de um novo edifício e tudo o que a ele está associado (extracção de matérias primas, reduz o crescimento urbano, evita a impermeabilização de novas áreas de solo, entre outros).

Sempre que possível, deve fazer-se o aproveitamento dos materiais, reutilizando-os ou reciclando-os.

Existe frequentemente a tentação de pensar num edifício apenas na 'fase de utilização' quando na realidade existem uma série de outras fases precedentes, e opções a tomar nesses momentos, que irão influenciar o seu desempenho futuro.

Assim, para além de empregar materiais e técnicas construtivas cuidadosamente seleccionados, o edifício deve também inserir-se de forma harmoniosa num determinado contexto. As características e especificidades do lugar são por isso extremamente importantes, não podendo ser dissociadas porque serão determinantes na sua concepção para que este resulte confortável. Para além disso, a sua concepção deve também ser vista não só no momento da sua construção mas sim tendo em conta o ciclo de vida de um edifício. Este ciclo de vida é composto por várias fases que, genericamente, incluem as fases de projecto, construção, utilização e desmantelamento. Por este e outros motivos, falamos numa construção sustentável dado que ultrapassa o âmbito do ambiente, alargando-se ao equilíbrio entre três vertentes: ambiental, social e económica.

O lugar é de extrema importância. Não só pelos aspectos culturais, pela sua identidade mas também pelas suas características geomorfológicas, topográficas, climáticas, entre outras. O edifício deve, nomeadamente, estar adaptado ao clima do local onde se insere através da aplicação dos princípios da arquitectura bioclimática. Este facto é também relevante para a selecção dos materiais e sistemas construtivos dado que nem todos têm o mesmo comportamento e grau de eficiência.

É importante apostar na eficiência energética. Desta forma, consegue-se facilmente (e praticamente sem recorrer a aparelhos de climatização com consumo de energia) alcançar o conforto no interior nas suas várias dimensões - seja higrotérmico, visual, acústico ou outro. Desta forma, para além de aumentar a durabilidade da construção, regista-se uma diminuição do consumo de energia, com consequente poupança ao nível da factura energética e redução da emissão dos gases de efeito de estufa, que estão na origem do aquecimento global.

Após procurar um Arquitecto para elaborar o Projecto da sua habitação e deverá discutir com ele as soluções, quer em termos do desenho da sua habitação (na aplicação dos princípios de arquitectura bioclimática), quer dos materiais a utilizar (com baixo impacto ambiental, com poder de reutilização e reciclagem) para que seja uma construção sustentável. Deverá expor-lhe as suas ideias.

Resumidamente, ao nível da construção, devem ser corrigidas as pontes térmicas – zonas sensíveis da construção que por oferecerem menor resistência térmica, podem dar origem a condensações – que põem em causa a durabilidade da construção e a qualidade do ar no interior; o isolamento térmico deve estar correctamente dimensionado (espessura); deve apostar-se em boas superfícies envidraçadas (vidro duplo + caixilho eficiente, com corte térmico) e no seu respectivo sombreamento adequado. Assim, as trocas térmicas entre o exterior e o interior serão minimizadas, promovendo a eficiência energética da habitação e aumentando o conforto no interior. No entanto, e apesar de promover o isolamento de toda a envolvente da habitação, não deverá nunca descuidar a qualidade do ar interior, fazendo uma franca ventilação de todos os compartimentos como forma de evitar maus odores e a concentração de vírus e bactérias.

O tipo de iluminação e as cores a utilizar no interior poderá também diminuir as necessidades de iluminação – as cores mais claras são mais reflectoras da luz e menos absorventes em termos térmicos. Assim poderá reduzir a factura energética, fazendo um consumo mais racional da energia.

Deve também promover-se as energias renováveis para a produção de águas quentes sanitárias (através de colectores solares) e para a produção de energia eléctrica (por exemplo, através de painéis fotovoltaicos integrados na solução arquitectónica). Os materiais de construção seleccionados devem ter baixa energia incorporada – energia necessária para a sua produção, desde a extracção da matéria-prima, até ao seu fim de vida – e, preferencialmente devem ser materiais locais (de modo a reduzir o peso das deslocações) e devem ter um elevado poder de reutilização e reciclagem.

O consumo de água não deve ser descuidado: deve fazer um uso racional da água e, caso tenha possibilidade, deverá prever mecanismos para aproveitamento das águas (por exemplo, para rega), bem como de outros meios de aproveitamento das energias renováveis.

Estas são apenas algumas sugestões relativamente às formas de aproveitamento e uso eficiente dos recursos disponíveis, pois existe um vasto leque de soluções possíveis. Tendo em atenção estes aspectos e conjugando-os, poderá alcançar o conforto no interior da sua habitação de forma mais eficiente, reduzindo os seus consumos energéticos e consequentemente as emissões de gases de efeito de estufa a eles associadas.

 

Outros projectos  

:: CONSELHOS

Uma casa com isolamento tem uma maior eficiência energética, pois diminui as trocas de calor com o exterior, reduzindo as necessidades de arrefecimento no verão e aquecimento no inverno. Este deve ser no meio da parede dupla, ou no exterior no caso da parede ser simples.


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