::GLOSSÁRIO

Energia | ÁGUA | MOBILIDADE

AcessibilidadeFacilidade em usufruir dos meios de mobilidade pessoal, mensurável em termos de propriedade de veículos automotores (carros, motocicletas ou bicicletas motorizadas) ou em termos da comodidade para chegar a sistemas de transportes públicos.
AcidentesO número de acidentes rodoviários nas cidades está a crescer rapidamente, um em cada três acidentes mortais ocorre nas zonas urbanas, e atinge não só os condutores de veículos motorizados mas também peões e ciclistas, que são os mais vulneráveis. Nas estradas o número de acidentados graves é normalmente 10 vezes superior ao número de fatalidades, enquanto o número de acidentados ligeiros é normalmente 65 vezes superior.
Alterações ClimáticasAlteração das características do clima, de uma forma acelerada, motivada pela alteração do equilíbrio da atmosfera provocada pela emissão de Gases de Efeito de Estufa (GEE) – nomeadamente CO2 (79%), CH4 (13%) e N2O (7%) - pelas actividades humanas. Esta alteração no equilíbrio da atmosfera têm um efeito devastador no ambiente provocando, de forma mais assídua e inesperada, catástrofes como inundações, secas, incêndios florestais, furacões, pragas de insectos e o degelo acelerado das calotes polares, com a subida progressiva do nível das águas do mar. Uma das consequências mais dramáticas destas situações é a diminuição crítica da biodiversidade. Estes acontecimentos têm custos enormes para a sociedade a que se poderão juntar em breve migrações em massa de desalojados por motivos ambientais. Prevê-se que a temperatura global do planeta deverá aumentar entre 1 e 3ºC durante o século XXI.
AtmosferaToda a massa de ar (gases) que envolve a Terra. A composição da atmosfera tem-se vindo a alterar ao longo dos anos sendo actualmente composta por 78% de azoto, 21% de oxigénio e o restante 1% constituído por outros gases, entre eles, vapor de água, dióxido de carbono, árgon e vestígios de hélio, hidrogénio, ozono, crípton e néon.
Bio-ETBEBioéter etil-terc-butílico: produzido a partir do bioetanol, sendo a percentagem em volume de bio-ETBE considerada como biocombustível igual a 47%.
Bio-MTBEBioéter metil-terc-butílico: produzido com base no biometanol, sendo a percentagem em volume de bio-MTBE considerada como biocombustível igual a 36%.
BiocombustíveisProduzidos a partir da biomassa vegetal, como milho, soja, cana-de-açúcar, choupo, salgueiro ou a partir de resíduos agrícolas e florestais, de gás de aterros e resíduos sólidos municipais e ainda a partir de óleos alimentares usados. Os principais biocombustíveis são dieseis sintéticos, que podem ser queimados em motores com ignição por compressão (diesel) e bietanol, o qual pode ser queimado em motores com ignição por faísca. Os biocombustíveis de primeira geração derivam de matérias vegetais produzidas pela agricultura e por isso entram em concorrência com culturas alimentícias. Os biocombustíveis de segunda geração são produzidos a partir de celulose e de outras fibras vegetais presentes na madeira ou nas partes não comestíveis dos vegetais. Começa também a ser estudada a utilização de microalgas e de resíduos.
Biocombustíveis sintéticosHidrocarbonetos sintéticos ou misturas de hidrocarbonetos sintéticos produzidos a partir de biomassa.
BiodieselCombustível substituto do gasóleo. Produzido a partir de óleos alimentares usados, de gorduras (de origem animal ou vegetal), ou de culturas bio/agroenergéticas de colza, soja, milho, entre outras. Pode ser utilizado directamente ou diluído como combustível alternativo.
BioetanolCombustível substituto da gasolina. Produzido a partir de celulose (madeira, resíduos industriais agrícolas e florestais), açúcares (cana-de-açúcar ou beterraba) ou amido (trigo, milho ou aveia). Pode ser utilizado directamente ou diluído como combustível alternativo.
Bioéter dimetílicoProduzido a partir de biomassa para utilização como combustível.
BiogásMistura gasosa de CO2 e CH4 (que varia entre 50 e 70%) produzida em meio anaeróbio, ou seja ausência de oxigénio, pela acção de bactérias em matéria orgânica, que é fermentada dentro de determinados limites de temperatura, humidade e acidez. Pode ser purificado até à qualidade do gás natural. Utilizado como combustível alternativo ou na produção de calor e/ou electricidade por queima directa.
BiohidrogénioHidrogénio produzido a partir de biomassa e/ou fracção biodegradável de resíduos, para utilização como biocombustível.
BiomassaMatéria-prima utilizada na produção de bioetanol ou na produção de calor e/ou electricidade por queima directa.
BiometanolCombustível alternativo obtido através de um processo de síntese a partir do gás natural ou a partir de biomassa através de um processo de gaseificação.
CarpoolingIniciativa onde duas ou mais pessoas compartilham o automóvel particular para fazer o mesmo percurso.
CarsharingServiço que permite alugar um automóvel por curtos períodos de tempo, fazendo o levantamento e a entrega em parques de estacionamento perto de casa e de estações de transportes colectivos. O pagamento é estabelecido em função do tempo de utilização ou quilometragem percorrida, podendo também ser cobrada uma mensalidade adicional de sócio.
Célula combustívelMecanismo electroquímico que transforma continuamente a energia química de um combustível (hidrogénio) e de um oxidante (oxigénio) directamente em energia elétcrica e calor, sem combustão. O processo eléctrico faz com que os átomos de hidrogénio percam os seus eléctrões. É semelhante a uma bateria por ter eléctrodos, um electrólito e terminais positivo-negativo, mas não armazena energia como uma bateria. Como não há combustão, as células combustíveis produzem menos emissões e, como não há componentes móveis, elas são silenciosas. Podem ser usadas em aplicações estáticas como a geração de electricidade ou o aquecimento de imóveis, e para alimentar veículos, autocarros e comboios.
CicloviaVia de uso exclusivo para bicicletas, devidamente sinalizada para o efeito.
Combustíveis FosseisCombustíveis formados no subsolo a partir da decomposição de restos de animais, plantas e toda a matéria viva. Ao fim de cerca de dois milhões de anos essa matéria orgânica origina o carvão, dando posteriormente lugar ao petróleo e ao gás natural. Actualmente a economia global é ainda muito dependente destes recursos naturais, que se prevê que esgotem em poucas décadas. A sua excessiva utilização acarreta grandes impactes para o ambiente e para a saúde pública.
CongestionamentoResulta da incompatibilidade entre a capacidade de uma determinada via e a quantidade de veículos que a tentam utilizar em simultâneo. Pode-se traduzir em consideráveis atrasos nas viagens e também em perdas económicas e ambientais, por vezes significativas. À escala urbana, reflecte o considerável aumento da utilização do automóvel em detrimento dos transportes colectivos, que ocupam menos espaço e requerem menos infra-estruturas, tendo em conta o número de passageiros que transportam.
Efeito de EstufaEfeito criado pela atmosfera terrestre e certos gases como o CO2, que deixam passar para a Terra a radiação proveniente do sol, mas que retêm a radiação depois de reflectida na terra, retendo assim o calor, como numa estufa. O efeito de estufa é útil, necessário à vida pois mantém calor na Terra, mas as alteração no equilíbrio da atmosfera, devido à excessiva emissão de gases, está a influenciar este processo de uma forma nociva, fazendo com que fique mais calor retido, aumentando a temperatura da atmosfera, podendo conduzir a alterações climáticas.
Gás de petróleo liquefeito (GPL)Mistura de hidrocarbonetos, primariamente o propano e o butano, com propileno e butileno. Este gás é um subproduto da extracção de petróleo e gás e da refinação do petróleo. É gasoso nas condições normais de temperatura e pressão, mas liquefaz-se sob pressões até 6-8 bar, e é normalmente armazenado e transportado na forma líquida.
Gás naturalMistura de hidrocarbonetos, primariamente metano (CH4), existente na fase gasosa ou em solução com óleo bruto em reservatórios naturais ou subterrâneos.
Gases de efeito de estufa (GEE)Constituintes gasosos da atmosfera, tanto naturais como antropogénicos, que absorvem e emitem radiações em comprimentos de onda específicos dentro do espectro de radiação infravermelha emitido pela superfície da Terra, pela atmosfera e pelas nuvens. São eles o vapor de água (H2O), dióxido de carbono (CO2), óxido nitroso (N2O), metano (CH4), clorofluorcarbonetos (CFCs), hidrofluorcarbonetos (HFCs), perfluorcarbonetos (PFCs) e hexafluoreto de enxofre (SF6).
Impacte no solo e nos ecossistemasAs estradas, pontes, aeroportos, portos, entre outras infra-estruturas, bem como os veículos que nelas circulam causam impactes significativos nos ecossistemas naturais, quer durante a sua construção, quer durante o seu uso. O ruído, as vibrações e as luzes têm impactes negativos no comportamento da fauna. A fragmentação provocada pelas novas infra-estruturas pode limitar as reservas de alimento e a variedade genética das populações animais. Os poluentes atmosféricos têm efeitos cumulativos e permanentes na flora, regional ou global.
MetanolLíquido altamente tóxico, incolor, inodoro e insípido. Pode ser preparado pela destilação de madeiras ou a partir de fontes de origem fóssil (como o gás natural). No transporte, o metanol é usado puro como combustível de veículos (M100 – 100% metanol) ou misturado com gasolina (M85 – 85% metanol).
Mobilidade sustentável Segundo o World Business Council for Sustainable Development, é a capacidade de dar resposta às necessidades da sociedade em deslocar-se livremente, aceder, comunicar, transaccionar e estabelecer relações, sem sacrificar outros valores humanos e ecológicos, hoje ou no futuro.
Modos suaves de transporteModos de deslocação urbana não motorizados como o andar a pé, de bicicleta, de patins, de skate, etc. São menos consumidores de espaço e têm uma menor carga ambiental.
Motor de combustão internaMotor que transforma o combustível em energia mecânica através da combustão dentro de um cilindro.
Poluição atmosférica a nível globalOs veículos motorizados têm associado à sua utilização um nível muito importante de emissão de Dióxido de Carbono (CO2), tornando o sector dos transportes um dos principais contribuintes para o aumento da concentração de Gases com Efeito de Estufa e,consequentemente, para o fenómeno das alterações climáticas.
Poluição atmosférica a nível local, urbano e regionalOs poluentes emitidos pelos veículos motorizados que têm efeito localizado são o dióxido de enxofre (SO2), chumbo (Pb), monóxido de carbono (CO), compostos orgânicos voláteis (COVs), partículas e óxidos de azoto (NOx). O ozono (O3) embora não seja emitido pelos veículos é um poluente atmosférico e resulta de reacções fotoquímicas complexas do NOx, COVs e O2, quando submetidos a determinadas condições de radiação solar.
Poluição da águaOs veículos motorizados libertam contaminantes que se depositam no pavimento. A maioria é lixiviada pela água da chuva acabando por se infiltrar no solo e contaminando os lençóis freáticos e cursos de água mais próximos.
Poluição sonoraO ruído dos veículos motorizados é frequentemente apontado, pela população, como um dos principais problemas das áreas urbanas. O stress, aumento da pressão sanguínea e do batimento cardíaco são alguns dos efeitos que a exposição ao ruído contínuo ainda que por vezes baixo, pode ter na saúde. A melhoria tecnológica dos motores e sistemas de escape e as barreiras acústicas utilizadas para reduzir o ruído do atrito dos pneus no chão e a deslocação de ar provocada pelos veículos em movimento, principalmente nas vias de circulação rápida, têm minimizado os impactes sonoros do tráfego urbano. Os aviões também têm sido alvo de medidas de minização de ruído dado que a sua circulação contribui para o desconforto nas grandes cidades.
Protocolo de QuiotoTratado internacional, que entrou em vigor em Fevereiro de 2005. Destina-se a garantir o combate efectivo às alterações climáticas, através do estabelecimento de compromissos quantificados de limitação ou redução das emissões de gases de efeito de estufa e tem como objectivo a nível global (entre os países industrializados) uma redução de, pelo menos, 5% abaixo dos níveis de 1990. A nível europeu o objectivo é de reduzir as emissões de gases de efeito de estufa em 8%, relativamente a 1990, durante o período de 2008 e 2012.
Semana Europeia da MobilidadeA campanha “Na Cidade sem o meu Carro!” teve início em França, em 1998. A União Europeia lançou o Dia Europeu sem Carro a 22 de Setembro de 2000, com o objectivo de promover a utilização dos transportes colectivos e os modos suaves nas áreas urbanas. O sucesso foi tal que a partir de 2002 foi instituída a Semana Europeia da Mobilidade, que se realiza, todos os anos, entre 16 e 22 de Setembro e que pretende fomentar o debate sobre a mobilidade sustentável.
Tank To Wheel (TTW)Segunda parte do ciclo de vida, dos combustíveis utilizados nos transportes rodoviários, relativo ao consumo. Inclui as fases de reabastecimento e utilização dos combustíveis. v. Well to Wheel (WTW).
Veículo a ar comprimidoFunciona com duas bombas de ar comprimido de 300 bars (300 vezes a pressão atmosférica). O ar comprimido activa os pistões, que fazem funcionar o carro. Não polui, não utiliza nem dispersa nenhum poluente apenas ar, a recarga do ar é rápida e barata e pode alcançar os 110km/h. A utilização de acessórios (limpa pára-brisas, aquecimento, faróis diferenciados, etc) reduz consideravelmente a sua autonomia.
Veículo a célula/pilha de combustívelCarro eléctrico que não necessita de baterias, porque gera a sua própria electricidade. De um lado, o carro aspira o ar, do outro, está equipado com um reservatório de hidrogénio líquido. Entre os dois, fica uma ou mais pilhas de hidrogénio. Mais ecológico, porque funciona com ar e hidrogénio e não dispersa CO2, mas água. Mesmo fabricados em série, o motor e o transformador vão custar 20 vezes mais que um motor comum.
Veículo a hidrogénioVeículo com um motor clássico térmico que funciona com H2. Mais barato que o carro a pilha de combustível, mais ecológico pois não emite CO2, apenas água (se for produzido por hidrólise for feita electricidade obtida a partir de fontes de energia renováveis). A produção do H2 é ainda muito cara pois cerca de 90% deste é obtido a partir de combustíveis fósseis. A forma mais promissora, sem recorrer a combustíveis fósseis é a electrólise da água. Esta operação consiste em separar o hidrogénio do oxigénio que se encontram na água quimicamente ligados, utilizando electricidade. Uma vez estes elementos separados, pode voltar a obter-se electricidade usando uma pilha de combustível que os recombina, mas a electricidade agora produzida é sempre inferior à inicialmente gasta.
Veículo eléctricoFunciona com electricidade armazenada nas baterias. Não consome gasolina e não dispersa CO2 na atmosfera. Os modelos com melhores performances precisam de uma pausa de 6h a cada 150 km para recarregar as baterias, ainda caras.
Veículo híbridoPossui dois motores: um térmico e outro eléctrico. Pode recuperar energia e armazená-la na bateria, para uso posterior. Tendem a ser mais leves e mais aerodinâmicos. São especialmente aconselhados para a condução em cidade em que a velocidade é mais reduzida e há mais paragens, pois desta forma conseguem tirar mais partido do motor eléctrico.
Veículo solarCarro cujo tejadilho é coberto por células fotovoltaicas que convertem a energia solar em electricidade. A electricidade captada é armazenada em baterias que alimentam o motor eléctrico. Não polui, porém as placas solares, para além de seres caras, têm que estar directamente viradas para o Sol e o seu tamanho torna o carro difícil de manobrar. O motor tem uma potência menor ao de um carro comum.
Veículos a gasóleoVeículos a combustão interna cujos limites para as emissões poluentes eram, no passado, menos restritivos do que para os veículos a gasolina. Actualmente existem restrições cada vez mais apertadas para as emissões de NOx e partículas.
Veículos a gasolinaVeículos a combustão interna cujas tecnologias para reduzir as emissões desta tipologia de veículos foram introduzidas nos anos 60 nos Estados Unidos e no Japão e nos anos 70 na Europa. Desde esse período que os limite de emissão de gases de combustão e de evaporação de COV’s têm sido cada vez mais restritivos.
Well To Tank (WTT)Primeira parte do ciclo de vida, dos combustíveis utilizados nos transportes rodoviários, relativa à produção de combustível. Inclui as fases de obtenção/extracção, processamento, armazenamento e transporte das matérias primas e as fases de produção, transporte, armazenamento e distribuição dos combustíveis. v. Well to Wheel (WTW).
Well to Wheel (WTW)Análise de ciclo de vida da eficiência dos combustíveis utilizados nos transportes rodoviários. Esta análise é frequentemente dividida em duas partes: “Well To Tank” (WTT) e “Tank To Wheel” (TTW) e tem em conta as emissões de poluentes produzidas quando determinado combustível é usado no veículo e quando este é produzido e distribuído.

 

 

:: CONSELHOS

Ao abastecer, não encha excessivamente o depósito. Desta forma evita derrames e reduz os consumos provocados pela pressão.


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