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Climatização - Sistemas de Climatização

Quando não é possível actuar em termos construtivos, a climatização de uma casa implica recorrer a equipamentos que, por sua vez, podem utilizar energias renováveis/alternativas, electricidade ou gás.

Fontes de energia renováveis/alternativas possíveis para climatização:

Tipologia dos sistemas de climatização tradicionais:

 

Sistemas de energias renováveis/alternativas

Existem já no mercado vários sistemas de climatização que utilizam, no seu funcionamento, fontes de energia renováveis/alternativas.

 

Solar térmico

A utilização de painéis solares térmicos é uma boa opção de investimento para o aquecimento das águas sanitárias de uma casa. Porém, se os pretende utilizar com o intuito de aquecer o ambiente, o investimento deixa de ser economicamente viável dado que é necessário adquirir um número superior de painéis que depois serão utilizados poucos meses durante o ano.

Pode, no entanto, viabilizar o investimento de vários modos. Por exemplo, aproveitar os painéis solares para aquecer a água de uma piscina ou no pré-aquecimento de uma casa de férias, durante o período em que esta está desabitada, economizando no aquecimento quando a ocupar.

A utilização de painéis solares térmicos no aquecimento ambiente deve ser feita com um sistema de piso radiante, pois estes sistemas, ao contrário dos radiadores, não precisam de água tão quente e têm um melhor rendimento.

(Fonte: www.suncatchersolar.com)

Actualmente também já se começa a conseguir fazer arrefecimento ambiente por sistemas solar térmicos para sistemas de baixa potência para o sector doméstico. Neste guia pode consultar exemplos de boas práticas de sistemas solares para ar condicionado existentes e em funcionamento.

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Biomassa

A biomassa pode ser utilizada no aquecimento ambiente através das seguintes formas:

  1. lareira com recuperador de calor;
  2. sistema a pellets.

1. Lareira com recuperador de calor

Na escolha de uma lareira existem dois importantes factores a ponderar: se a pretende aberta ou fechada e se esta terá ou não um recuperador de calor. A presença de um recuperador de calor torna o uso da lareira mais racional ao permitir uma queima controlada da madeira, economizando matéria-prima e tendo uma irradiação de calor muito superior às de queima aberta.
 


(Fonte: www.abranfogo.com)


2. Sistema a pellets

O sistema a pellets funciona como um recuperador de calor. Utiliza uma fonte de energia renovável – a biomassa – sob a forma de granulado da madeira, os pellets. Estes são produzidos a partir dos desperdícios resultantes da limpeza de florestas e das sobras da indústria da madeira.

 

 

 

(Fonte: www.pelletstar.com)
 

Ambos os sistemas podem ser utilizados, quer no aquecimento da divisão onde o sistema está instalado, quer no aquecimento de outras divisões da casa, através de tubagens que conduzem o ar aquecido para as restantes divisões. De modo a viabilizar a utilização destes sistemas noutras divisões poderá ser necessária a instalação de um pequeno motor para ajudar a puxar o ar quente para as divisões a climatizar.

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Solar térmico + Biomassa

Um sistema misto solar térmico + biomassa permite, no Verão, aquecer as águas sanitárias através do painel solar. Já no Inverno, o painel solar contribui para o aquecimento da habitação, através do pré-aquecimento da água que depois circula no sistema a biomassa.

Estamos a falar de um sistema que funciona com radiadores ou piso radiante. Contudo deve-se ter em atenção que o piso radiante não precisa de temperaturas tão elevadas como os radiadores, apresentando assim uma necessidade energética inferior para fazer o aquecimento da habitação.




(Fonte: aquecimentos.blogs.sapo.pt)

 

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Bomba de calor geotérmica

As bombas de calor geotérmicas não são sistemas que utilizam energias renováveis, pois precisam sempre de energia eléctrica para funcionarem. No entanto, devido aos elevados rendimentos energéticos que estes equipamentos atingem, tornam-se uma solução a considerar quando se pretende aquecer/arrefecer uma habitação.
Estes sistemas, abastecidos por electricidade, utilizam a temperatura estável do subsolo e/ou dos lençóis de água subterrâneos para aquecer ou arrefecer uma casa ou um edifício. O tipo de solo e a existência ou não de lençóis de água determinarão a sua eficiência.
Usando o processo de refrigeração, as bombas de calor de subsolo aproveitam a energia térmica armazenada no subsolo e/ou nos lençóis de água subterrâneos e transferem-na para a habitação ou vice-versa.
Este sistema assegura também o aquecimento das águas sanitárias.


(Fonte: C.I.A.R.)

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Sistemas de climatização tradicionais

Sistemas Móveis

Aplicabilidade

- Necessidade de aquecimento localizado;
- Fácil mobilidade.

Tipologia

Existem vários equipamentos eléctricos que em termos de consumo energético são semelhantes, consumindo na proporção directa à sua potência:

  1. Irradiadores a óleo;
  2. Irradiadores de infravermelhos;
  3. Convectores;
  4. Termoventiladores;
  5. Aquecimento de halogéneo;
  6. Braseiras e Escalfetas

    Aos equipamentos elencados anteriormente acrescentam-se:
  7. Aquecedores a Gás (Catalíticos).


Factores a considerar

-Termóstato para manter constante a temperatura ambiente depois de atingir a temperatura seleccionada, fazendo com que o aparelho se desligue automaticamente quando a temperatura ambiente for a desejada e ligue quando esta se reduz, poupando assim energia;

-Vários níveis de potência, normalmente três, reguláveis pela combinação de dois interruptores, para adequar a temperatura às necessidades do momento. Normalmente a potência máxima é apenas utilizada inicialmente para aquecer o ambiente, recorrendo-se depois à potência mais baixa para manter a temperatura.

 

1. Irradiadores a óleo

A sua capacidade de aquecimento depende do seu tamanho e potência. Os irradiadores de maior dimensão podem ter até 11 barras, enquanto que os mais pequenos têm somente 5.
Actualmente estes equipamentos começam a ter outras funcionalidades, que proporcionam um maior conforto (a presença de um programador que permite, por exemplo, ligar o aparelho à hora desejada) e adaptabilidade (toalheiros para secar toalhas).

 

 

 

2. Irradiadores de infravermelhos

Este equipamento produz um calor intenso muito rapidamente, mas de uma forma muito localizada, pelo que não é indicado para grandes áreas.

 

 

3. Convectores


Alguns convectores possuem uma ventoinha que mistura o ar aquecido com o ar ambiente, aquecendo a divisão mais rapidamente. Podem ser utilizados por longos períodos mas deve-se ter em conta o nível de ruído produzido.

 

 

 

4. Termoventiladores

Os termoventiladores aquecem rapidamente o ambiente mas consomem muita energia. Como não têm termoestato podem mesmo sobreaquecer, pelo que se recomenda a sua utilização por curtos períodos de tempo. É importante ter também em atenção o nível de ruído produzido.

 

 

 

5. Aquecimento de halogéneo

São equipamentos verticais que possuem um movimento oscilatório para distribuir o calor, tendo no entanto um elevado consumo energético. Estão equipados com um sistema automático de corte de energia em caso de acidente.

 

 

 

6. Braseiras e Escalfetas

Devido à sua reduzida potência, são indicadas para conseguir um aquecimento localizado, sendo normalmente utilizadas para aquecer os pés.

 

 

7. Aquecedores a Gás (Catalíticos)

Para quem utilize aquecedores a gás, a existência de um sistema de segurança é um factor muito importante a considerar, pois permite que o aparelho se desligue automaticamente se existir uma concentração excessiva de gases da combustão e/ou se a chama se apagar acidentalmente. Pelo mesmo motivo, a área que está a ser aquecida deve ser ventilada, através da abertura de uma janela. A necessidade da botija de gás no seu interior, que torna este equipamento extremamente pesado, faz com que seja importante ter também em atenção a existência de rodas que permitam uma boa mobilidade e ainda de pegas.

 

 

 

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Sistemas Fixos

Aplicabilidade

- Aquecimento (e em alguns casos arrefecimento) previamente definido em determinadas áreas da habitação;
- Instalação fixa e permanente.

Tipologia

  1. Sistema central (gás ou eléctrico);
  2. Acumulador de calor;
  3. Ar condicionado;
  4. Lareira eléctrica.

 

Factores a considerar

- Caso opte por um sistema a gás e não tenha acesso a gás canalizado na sua área de residência, terá que considerar a necessidade de espaço para um depósito deste combustível;

- Muitas das caldeiras que proporcionam o aquecimento central permitem também fazer o aquecimento das águas sanitárias, possibilitando conjugar duas funções de conforto num só equipamento e com um único investimento. As águas sanitárias podem ser aquecidas directamente (a água vem directamente da rede de abastecimento para a caldeira) ou indirectamente (a água entra no acumulador, onde é aquecida em contacto com o permutador do acumulador, nunca entrando em contacto com a água aquecida pela caldeira que se encontra dentro do permutador);

- No caso do ar condicionado, é preciso ter em conta a energia eléctrica consumida para a quantidade de calor produzido. Tenha em atenção que a capacidade calorífica é sempre superior à capacidade frigorífica.

 


1. Sistema central (gás ou eléctrico)

O aquecimento central é constituído basicamente pelo gerador de calor (a caldeira), os emissores de calor para o ambiente (os radiadores), o sistema de transporte da energia para os radiadores (que foi transformada na caldeira) e o sistema de controlo.

No interior dos radiadores circula a água quente aquecida pela caldeira, proporcionando assim o aquecimento ambiente.

É importante equacionar bem a sua localização na casa, para tirar um maior partido desse mesmo aquecimento. Os radiadores devem ser montados nas paredes exteriores, normalmente debaixo das janelas ou ao seu lado quando estas se prolongam até ao chão. No entanto, a janela não pode ter infiltrações de ar para além das necessárias à renovação do ar interior.

Os sistemas centrais, nomeadamente os de alumínio, apresentam uma baixa inércia térmica em comparação com outros, o que lhes dá uma boa capacidade de regulação, sendo por isso indicados para longos períodos de tempo.


2. Acumulador de calor


Este sistema de aquecimento está projectado para tirar proveito do tarifário bi-horário, ao acumular calor durante o período de vazio, tornando-se assim mais económico para o utilizador. Não precisa de pré-instalação e liga-se a uma tomada de uso geral.

Podemos distinguir entre acumuladores estáticos e dinâmicos:

- Os estáticos são mais adequados para habitações com necessidades permanentes de aquecimento mas sem grandes perdas de calor, ou para divisões onde o controlo exacto da temperatura não é importante (corredor, hall, cozinha, zonas de passagem);

- Os dinâmicos possuem uma melhor regulação do que os estáticos, apresentando um pequeno ventilador que provoca a movimentação do ar. Existe ainda uma resistência auxiliar no caso de necessidade extrema. São recomendados para salas e escritórios.



É preciso ter em atenção que a instalação de vários acumuladores e o seu funcionamento em simultâneo pode levar à necessidade de contratar uma potência mais elevada.


3. Ar condicionado


Actualmente existem modelos que produzem tanto ar frio como ar quente, para além da função de desumidificar o ar ambiente. Como nem sempre fazem uma renovação do ar, ventilando-o apenas, a presença de um bom sistema de filtragem é essencial para que não se verifique uma deterioração da qualidade do ar.

O coeficiente de desempenho (sigla inglesa - COP) traduz a relação entre a energia produzida pelo aparelho e a energia eléctrica absorvida para o efeito. A grande maioria dos aparelhos de ar condicionado tem um COP superior a 3. Quanto maior for este valor, melhor é a sua eficiência energética.

Estes equipamentos já possuem etiqueta de eficiência energética, de afixação obrigatória nos locais de venda, sendo a sua consulta fundamental para garantir uma compra mais eficiente.


Recomendações

- Se tem radiadores em paredes exteriores, proteja-os com material reflector, colocando-o material entre a parede e o radiador para minimizar as perdas de calor para o exterior e reduzir o consumo do aquecimento para atingir a temperatura desejada. Este material reflector não deve ser escolhido arbitrariamente, dado o perigo de sobreaquecimento. Procure nas grandes superfícies por películas de alumínio com revestimento térmico de polietileno, de preço acessível.

- Aspire regularmente os ventiladores e os radiadores, pois quanto menos pó tiverem melhor funcionam;

- Mude ou limpe os filtros regularmente, principalmente nos meses de maior uso e/ou se tiver animais de estimação, pois os seus pêlos diminuem a eficiência dos sistemas de aquecimento central;

- Faça revisões periódicas ao seu sistema de aquecimento central, pois aumenta a sua eficiência e prolonga a vida do sistema;

- Regule o termóstato para uma temperatura em que a divisão seja aquecida o suficiente para um bom conforto térmico, evitando ligar e desligar os aparelhos para compensar situações de aquecimento excessivo, que implicam maior consumo.

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:: CONSELHOS

Se há aquela luz que fica sempre ligada porque se esqueceu dela, considere instalar um cronómetro. Assim, ela vai sempre desligar-se, por si mesma. Na escolha do cronómetro tenha em atenção o tempo que normalmente precisa de ter a luz onde o vai aplicar acesa.


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