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Resíduos - Os 3 Rs

Os 3Rs - Reduzir, Reutilizar e Reciclar


A evolução da quantidade de produtos disponíveis no mercado e da forma como estes são colocados à disposição do consumidor tem conduzido a um aumento significativo da produção de resíduos.

Este crescimento tem conduzido a um largo debate envolvendo várias questões ambientais associadas à sustentabilidade do planeta, num cenário em que o aumento do consumo se reflecte proporcionalmente na quantidade de resíduos que é necessário eliminar.

A extração de matérias-primas da natureza tem enormes impactes ambientais associados, acrescendo os elevados consumos de água e energia implicados não só na fase de extração mas também de transporte, transformação e fabrico dos produtos.

Esta tendência conduziu, por sua vez, a um segundo problema: falta de espaço para instalar aterros onde eliminar os resíduos produzidos, bem como a necessidade de resolver os impactes ambientais dos mesmos, nomeadamente a   produção de águas lixiviadas e de metano, um gás com elevado potencial de aquecimento global.

Foi a partir daqui que surgiu a necessidade de alterar a forma como os resíduos eram vistos, começando pela necessidade de reduzir a sua produção. Criou-se assim um novo conceito, a política dos 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

A política dos 3 Rs consiste num conjunto de medidas de ação adotadas na Conferência da Terra realizada no Rio de Janeiro em 1992, bem como no 5º Programa Europeu para o Ambiente e Desenvolvimento de 1993. Esta política aplica-se e é válida para todo o tipo de resíduos/efluentes sólidos, líquidos e gasosos.

O seu cumprimento deve ser feito precisamente por esta ordem, de modo a evitar ao máximo a produção de resíduos e, só quando não existe nenhum tipo de reutilização possível, é que este o resíduo deve ser encaminhado reciclagem. Caso não haja possibilidade de reciclagem, o encaminhamento deve ser feito para o lixo indiferenciado.

 

Assim, o primeiro passo para resolver o problema da gestão dos resíduos passa por reduzir a quantidade de lixo produzido.

Na compra de novos artigos, é de extrema importância adquirir produtos que sejam reutilizáveis, como guardanapos de pano, sacos de pano para as compras diárias, embalagens reutilizáveis para armazenar alimentos, etc.
Além da preferência por produtos reutilizáveis, existem outros cuidados importantes:

  • Comprar apenas o necessário, evitando desperdícios;
     
  • Imprimir ou copiar apenas o necessário e nas quantidades necessárias;
     
  • Sempre que possível optar por produtos sem embalagem (ex: frutas e legumes);
     
  • Preferir as embalagens grandes às pequenas;
     
  • Recusar publicidade não endereçada.

 

Quanto maior for o número de vezes que uma embalagem é reutilizada, mais tempo levará a entrar no circuito do lixo. Desta forma, otimiza-se a sua utilização e tira-se um maior proveito da matéria-prima, energia e água gastas na sua produção.

Recorrendo à criatividade, é possível aproveitar diversos materiais para novas funcionalidades, evitando a produção de resíduos. Alguns exemplos:

  • utilizar caixas de calçado para arrumação de utensílios diversos;
     
  • utilizar caixas da comida de take away (que no entanto devemos tentar consumir o mínimo possível) ou de gelados, para guardar os restos de comida no frigorífico ou para levar o almoço para o trabalho; 
     
  • utilizar o verso de folhas impressas para rascunho;
     
  • imprimir a frente e o verso do papel;
     
  • se possível, utilizar restos de orgânicos, como frutas e legumes, para fazer adubo (compostagem).
     

Não havendo possibilidade de evitar a produção do resíduo nem de reutilizar o produto, deve-se separar o material para reciclagem. Desta forma procura-se reaproveitar a energia e as matérias-primas gastas nesse produto na sua transformação num novo produto, cujo fabrico terá um menor impacte ambiental comparando com a produção de um produto de raiz.

Atualmente, são já inúmeros os materiais possíveis de reciclar e valorizar.

 

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